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Quem trabalha dirigindo para aplicativos ou atua como motorista profissional acaba enfrentando uma decisão importante na hora de trocar de carro: encontrar um veículo adequado para o trabalho sem comprometer demais o orçamento mensal.
Uma nova mudança no programa Move Brasil Aplicativos pode ampliar justamente essas possibilidades. As regras passaram por alterações e agora permitem que os profissionais tenham acesso a veículos de valor mais elevado, além de contar com um período maior para organizar o pagamento.
A novidade pode interessar especialmente a quem estava procurando um modelo mais completo, mas não conseguia se enquadrar no limite anterior do programa.
Com mais opções disponíveis, motoristas de aplicativo e profissionais do setor passam a ter maior liberdade para comparar modelos, preços e condições de financiamento antes de tomar uma decisão.
O que mudou no financiamento
As alterações foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional em 27 de agosto de 2026 e modificaram dois pontos importantes do programa.
O primeiro está relacionado ao período disponível para pagamento. O prazo máximo, que anteriormente era de 72 meses, passou para 84 meses.
Isso significa que o financiamento pode ser distribuído por até sete anos. Para alguns profissionais, essa mudança pode ajudar a deixar o valor mensal mais compatível com o orçamento.
No entanto, um prazo maior não significa necessariamente que o veículo ficará mais barato. Como o financiamento permanece por mais tempo, o custo total pode aumentar conforme as taxas e condições estabelecidas no contrato.
Por isso, comparar as condições oferecidas antes da contratação continua sendo uma etapa importante.
Mais modelos podem entrar na faixa
A segunda mudança está relacionada ao preço máximo do veículo.
Antes, o programa considerava carros de até R$ 150 mil. Agora, o limite foi elevado para R$ 200 mil.
Essa alteração abre espaço para uma quantidade maior de modelos que podem atender às necessidades de quem utiliza o automóvel diariamente como ferramenta de trabalho.
A nova faixa contempla diferentes tipos de veículos, incluindo carros compactos, sedãs, SUVs, picapes e determinados modelos eletrificados.
Entre os veículos que podem estar dentro desse novo limite estão modelos como Chevrolet Onix, Volkswagen Polo, Honda City, Nissan Kicks e Jeep Compass. Também aparecem nessa faixa opções eletrificadas, como BYD Dolphin e GWM Ora 03, dependendo do valor registrado na compra.
O cálculo considera o valor indicado na nota fiscal do veículo. Custos adicionais e acessórios instalados posteriormente não são considerados para definir o limite.
Por que a mudança pode chamar atenção
O aumento do teto modifica bastante o universo de veículos que podem ser considerados pelos profissionais.
Quando o limite era de R$ 150 mil, estimativas baseadas nos emplacamentos de 2025 apontavam que aproximadamente 63% dos automóveis vendidos no país estavam dentro da faixa.
Com a elevação para R$ 200 mil, a abrangência potencial pode chegar a cerca de 88% das vendas de automóveis.
Na prática, isso significa que quem antes precisava restringir bastante a busca agora pode encontrar mais alternativas dentro das regras do programa.
O prazo maior também muda a forma de avaliar a compra
A possibilidade de pagar em até 84 meses pode ser interessante para quem precisa preservar parte do dinheiro disponível para outras despesas relacionadas ao trabalho.
Uma parcela mensal menor pode facilitar o planejamento financeiro, mas é importante observar o outro lado da escolha. Quanto mais longo for o período, maior pode ser o valor total desembolsado ao final do contrato.
Além disso, as condições variam de acordo com o veículo escolhido, a instituição financeira, as taxas aplicadas e o perfil de cada motorista.
Por isso, não é recomendável analisar somente o valor da parcela. O custo total do financiamento e as condições do contrato também devem entrar na comparação.
Programa tem data prevista para terminar
Apesar das novas condições ampliarem as possibilidades para os motoristas, existe outro detalhe que merece atenção.
O Move Brasil Táxi e Aplicativos tem encerramento previsto para 15 de setembro de 2026. Até o momento, não há confirmação oficial de uma nova extensão desse prazo.
Isso deixa uma janela de tempo relativamente curta para quem pretende avaliar a compra de um veículo dentro das regras atuais.
Para quem já estava planejando trocar o carro utilizado no trabalho, a combinação das duas mudanças pode fazer diferença: o limite de valor aumentou e o período máximo de pagamento ficou mais longo.
O teto agora chega a R$ 200 mil
A principal novidade para os motoristas está justamente na combinação entre preço máximo e prazo.
O programa passou a aceitar veículos de até R$ 200 mil e permite financiamento por até 84 meses, ou seja, sete anos.
Mesmo com essas condições, a aprovação não é automática. A contratação depende da análise realizada pela instituição financeira e das condições disponíveis para cada operação.
Antes de escolher o carro, vale comparar diferentes modelos, verificar o valor registrado na nota fiscal e calcular quanto o financiamento representará no orçamento durante todo o período.
Para quem depende do veículo diariamente para trabalhar, essa análise pode ser tão importante quanto escolher o próprio modelo.
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